lady´s blog

quarta-feira, 2 de junho de 2010

 http://planetasustentavel.abril.com.br/manual/

sustentabilidade.

 Ecologia deixou de ser um assunto restrito a


entusiastas e cientistas. O tema muitas vezes

visto como árduo, no passado, agora ocupa as

manchetes de jornais e, até, as colunas sociais.

O que era chato ficou chique. Empresas,

mídia, governos, bancos, astros de Hollywood

e do Brasil passaram a discutir – com urgência –

como fazer para salvar o homem do aquecimento

global e melhorar a qualidade de vida na Terra.

A noção de sustentabilidade – desenvolvimento que

não compromete o futuro – começa a ganhar as ruas.

O movimento Planeta Sustentável

faz parte dessa corrente que pretende amenizar

nosso impacto sobre o ambiente e tornar

a convivência social cada vez mais civilizada.

Este manual quer provar como é possível

promover pequenos gestos que conduzirão

a grandes mudanças se forem adotados por

todos nós. Um bom começo é praticar os

“três erres”: reduzir, reutilizar e reciclar.

As dicas e informações que você vai ler aqui

podem ser aplicadas no dia-a-dia agora mesmo,

em sua própria casa, no trabalho, circulando

pelas ruas e em sua vida pessoal.

A luta pela sustentabilidade será vencida em

diversas frentes – que vão da tecnologia à política.

Mas em todas elas será preciso promover a mudança

de hábitos pessoais. Este manual ensina como começar a modificar os seus. É preciso fazer algo. E devemos fazer já.

interessante!!

Grife de sabonete dá a fórmula para proteger palmeirasCosméticos preservam biodiversidade




Mo Constantine conseguiu um exraordinário sucesso com seus sabonetes da marca Lush, presentes em todo shopping que se preze. Seus ingredientes exalam odores agradáveis a um quilômetro de distância. Ela e seu marido Mark vem trabalhando para "desintoxicar" a hora do banho desde os anos 1970, quando vendiam produtos para uma nascente Body Shop. Sempre foram contra testes com animais e promoveram ingredientes orgânicos, tudo a partir de sua sede em Dorset, interior da Inglaterra.



Mas o óleo de palmeira mostrou-se um obstáculo sério. A indústria de cosméticos usa quase 7% de todo o fornecimento de óleo de palmeira e está profundamente implicada na destruição da biodiversidade da floresta tropical em todo o Sudeste da Ásia. Para Mo Constantine, a solução era óbvia: criar uma alternativa: "Levou um ano para conseguirmos, porque era bem complicado", ela explica. A nova base que ela inventou combina óleo de girassol, óleo de semente de colza e óleo de coco com hidróxido de sóldio e água, fervidos juntos para acelerar o processo de saponificação. Ela acrescenta sal para separar o sabonete da mistura.



A mistura hoje é a base para toda a linha de sabonees, permitindo que a Lush reduza seu consumo anual de óleo de palmeira em 250 toneladas. Mo apela a outras empresas para seguir seu exemplo: "Nós vamos manter conosco a fórmula da base." Seu sonho é que toda a indústria lave suas mãos. Sem óleo de palmeira, conta o Guardian. ver este postcomente

Divina India!!!

Divina Índia




Aqui, religiosidade, beleza e fantasia se misturam como em poucos pontos do planeta e atraem os olhares do mundo.



Direção de arte • Camilla Sola

Edição • Raphaela Campos de Mello

Texto • Maria Carolina Balro

Parece que o mundo todo resolveu olhar para o mesmo ponto do planeta: a Índia. Ela está no cinema, na televisão, na moda, nas páginas de revista, na decoração, enfim, em praticamente todo lugar. Uma das coisas que mais chamam a atenção nesse belo mosaico de cores, sabores, cheiros e texturas é a integração absoluta do seu povo com o sagrado. “Essa cultura traz o divino para o cotidiano. Deus não é outra coisa senão nós mesmos e tudo o que se manifesta na vida”, diz Carlos Barbosa, de São Paulo, estudioso do sânscrito, língua milenar presente nos livros sagrados. Por outro lado, ele enfatiza a pluralidade existente no seio da religião hindu. “Nós, ocidentais, pensamos que o hinduísmo é um conjunto harmonioso de conhecimentos e tentamos integrar todas as suas vertentes numa só. Mas na Índia existem várias correntes que se sobrepõem e, muitas vezes, conflitam entre si. Não existe uma coisa só”, completa. Ou seja, para os antigos povos da Índia, assim como para os indianos atuais, os deuses fazem parte do dia a dia e podem até, acredite, ser convidados a sentar junto à mesa. Dessa forma, o sagrado não fica lá em cima, no céu, ou em um lugar que se pode atingir somente depois da morte.



Esse princípio faz parte da religião védica, conhecida como hinduísmo. Para a maioria dos indianos, tudo o que existe nos 18 milhões de Universos (uma maneira de dizer que eles são incalculáveis) é uma única e interdependente manifestação de Deus. Montanhas e rios, flores e animais, seres celestiais e humanos não passam de formas variadas em que Ele se manifesta – neste mundo e em inumeráveis outros, visíveis e invisíveis a nossos olhos. “É maia, a ilusão, que faz acreditar que as coisas são separadas e têm uma existência independente”, explica Barbosa.



Esse delicado contato com o divino é apenas um pequeno pedaço desse imenso país de contrastes que encanta pela riqueza de elementos que formam uma das culturas mais ricas do mundo. Conheça nas próximas páginas os mais significativos.
log da lady dell

revoluçao do bem

 atitude Carol Carneiro




reflexão

Revolução do bem

Algo novo surge nas metrópoles em resposta aos problemas que conhecemos tão de perto. Basta percebermos as manifestações urbanas que roubam nossa atenção e nos fazem refletir

Raphaela de Campos Mello e Vivian Goldmann

Revista Bons Fluidos – 01/06/2010



Viver nas grandes cidades é uma prova de resistência física e emocional. Uma maratona que encaramos diariamente, sentindo no corpo e na alma as marcas do combate: estresse, cansaço, irritação, insensibilidade, intolerância e por aí vai. Porém, como toda ação desencadeia uma reação, alguns inconformados estão, felizmente, tentando neutralizar a hostilidade que corre solta pelas ruas das metrópoles. No mundo todo, pipocam intervenções inspiradas nas artes plásticas e cênicas imbuídas do mesmo espírito: deixar a urbe e as pessoas que nela vivem mais amigáveis, saudáveis e conscientes.



"A cidade não é um espaço estabelecido por vontades políticas impostas de cima para baixo, e sim um espaço em permanente construção, passível de participação e carente de inclusão", afirma Gustavo Godoy, integrante do coletivo Bijari, centro de criação de artes visuais, multimídia e arquitetura, de São Paulo. O grupo, composto por seis membros, não consegue ficar indiferente aos problemas que oprimem a capital paulista, como a desigualdade social, a poluição e o individualismo. Desse incômodo, nascem as propostas da trupe. "Tentamos criar uma reflexão poética, seja em escritos, desenhos, pinturas, vídeos, design ou até mesmo em uma boa conversa com os que passam por perto", esclarece Gustavo. Trocando em miúdos, esses artistas querem despertar o olhar e a mente, automatizados pela rotina, estimulando a população a repensar a realidade, com seus dilemas e possibilidades.



Objetivos semelhantes impulsionam os flash mobs, manifestações previamente combinadas pela internet que chegam a reunir centenas de pessoas em um local público. "As primeiras iniciativas surgiram com a popularização da rede mundial de computadores, tendo como referência os happenings [performances improvisadas], mas com um número maior de participantes", explica Caio Trigoli Komatsu, criador do portal Mobrasilnews.com, que reúne grupos do gênero. "Queremos transmitir a seguinte mensagem: não seja mais um dentro da multidão. Viva!", destaca ele.



Além de levantar bandeiras sociais, comportamentais e ambientais, os flash mobs promovem o encontro de desconhecidos, celebram a união de forças em nome de uma causa comum. Um esforço nobre e necessário em tempos de isolamento e fuga do espaço público, ameaçado pela violência. "O movimento ainda é desconhecido para a grande maioria das pessoas. No entanto, tem conquistado adeptos por mostrar que podemos fazer algo maior e provar que as redes sociais não isolam as pessoas", avalia Caio.



Conheça, a seguir, três ações interessadas em fazer das cidades um lugar mais acolhedor e fraterno:



[img1]A GENTILEZA DÁ AS CARAS

Para nós, brasileiros, o cafezinho simboliza muitas coisas. Confraternização, pausa, conforto emocional, boa conversa. Em São Paulo, Beth Guido, dona de um café situado num prédio comercial, na Vila Madalena, resolveu adicionar a essa lista um novo significado: cortesia anônima. Assim surgiu, há três anos, o café do próximo, uma simpática corrente onde quem consome um cafezinho pode deixar outro pago para o cliente seguinte.



Na verdade, Beth acatou a inspirada sugestão do administrador do condomínio, o psicólogo Marcos Fleury, que, por sua vez, conheceu esse sistema na livraria Argumento, no bairro carioca do Leblon. "Os gestos de dar e receber pertencem ao inconsciente coletivo", defende Marcos. Segundo ele, a iniciativa remonta a uma tradição milenar praticada pelos beduínos do deserto. "Peregrinos de toda a parte encontravam em suas paradas mantimentos deixados pelos prévios viajantes. Uma demonstração de respeito e solidariedade para que pudessem continuar sua jornada", descreve ele. O desfecho da história explica por que ela perdura até hoje, em versões contemporâneas. "Aqueles amparados pelo gesto também se reconheceram como próximos e, por isso, seguiram adiante repetindo o mesmo cuidado", acrescenta.



"Pagar um café para alguém é uma demonstração simbólica de afeto", define Beth. Nas entrelinhas da iniciativa, desponta o exercício de se colocar no lugar do outro. Um dia você paga, no seguinte, se estiver sem trocado ou tiver esquecido a carteira em casa, recebe o mimo. "O próximo poderá ser você mesmo, ninguém sabe", alerta o lembrete fixado na parede do estabelecimento. Por meio dessa gentileza às escuras, os adeptos também se aproximam de seus pares, mesmo que não conheçam seu rosto. "Podemos ajudar alguém sem mesmo precisar saber quem ele é", enfatiza Beth. "Todos nós precisamos uns dos outros", arremata Marcos.



Quem chega se surpreende com a proposta. Já os frequentadores - profissionais e clientes que circulam regularmente pelo edifício - estão familiarizados com a lousa, onde ficam anotados os cafés ofertados gratuitamente. "Certa vez, um senhor, comovido com a ideia, deixou dez bebidas pagas", lembra Beth, com entusiasmo. "Tomara que mil estabelecimentos adotem essa fórmula em São Paulo, de forma que um próximo sempre possa se abastecer com um cafezinho", deseja Marcos. Até agora, bom sinal. De tão gasta, a lousa do local já foi trocada mais de uma vez.



[img2]CULTURA EM BOAS MÃOS

"Livros não são objetos de decoração. Eles devem percorrer seu caminho", declara Felipe Meyer, idealizador do projeto Livro Livre, junto com Pedro Markun. Por isso, não se espante se um dia desses encontrar num banco de praça ou ponto de ônibus um livro que pareça ter sido esquecido por alguém. Na verdade, ele foi deixado ali propositadamente para que você o encontre e o leve para casa, desde que se comprometa a passá-lo adiante após a leitura. Para participar da iniciativa, basta seguir três passos. O primeiro é ler uma boa trama. Encerrado o deleite, é preciso colar dentro do exemplar a etiqueta encontrada no site do projeto. Esse registro contém um código para que a obra possa ser rastreada e para que os leitores possam deixar suas impressões. Por fim, a tarefa é "libertar" a edição, "esquecendo-a", como quem não quer nada, em um local público e bem movimentado, onde possa ser rapidamente encontrada por um novo leitor.



O conceito é inspirado no projeto Bookcrossing, criado em 2001, nos Estados Unidos, e que já conta com mais de 600 mil participantes em cerca de 130 países. No Brasil, onde o hábito da leitura é freado por entraves econômicos e sociais, a iniciativa vem formar novos leitores, além de ampliar a vida útil dos exemplares. Uma corrente literária, mas, acima de tudo, solidária. Afinal, os amantes das letras conhecem o bem que um livro pode fazer por um indivíduo. "Defendemos a ideia de que a internet é uma rede de pessoas com o poder de mobilizar comunidades, causando transformações globais. Em nosso caso, está em jogo a democratização da leitura", enfatiza Felipe.



Desde o início do projeto, em 2008, o Livro Livre já contabilizou a libertação de 4 900 publicações e deve ter atingido em torno de 12 mil pessoas, pois se considera que cada título passe por pelo menos três mãos. "Para nós, é gratificante a surpresa que os contemplados sentem ao ganhar um livro, lembrando que está fazendo parte de uma corrente e que sua única obrigação é passá-lo adiante", comenta o idealizador.



Outra investida paralela é a das Blitz Literárias, ações em que uma equipe de voluntários distribui exemplares à comunidade. Num evento desses, Felipe presenciou uma cena inesquecível. "Entreguei um livro para um rapaz dentro de uma favela em São Paulo. Depois de um tempo, vi que ele estava lendo a história para o filho de poucos meses, que obviamente não estava entendendo nada. A felicidade daquele pai me emocionou."



CONTAMINAÇÃO SILENCIOSA

Se você tivesse de escolher um lugar para meditar, certamente a avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo, seria o último endereço a ser cogitado. Não no caso dos Influenzadores. O coletivo criado em 2009 e comandado pelos paulistas Alexandre Paulain, Sarah Elisa Viana e Júlia Jalbut, artistas ligados às artes cênicas e visuais e à música, fez o caminho inverso: optou justamente pelo canteiro central da movimentada via, em plena hora do rush, para realizar uma meditação em massa. Batizada de Iluminação Urbana, a intervenção contou com 100 participantes vestidos com trajes sociais - tal qual o público que trabalha nos arredores. "Entendemos a performance como um ato de guerrilha, mas sem armas. O que nos interessa é sequestrar por instantes o olhar do transeunte e fazer desmoronar o previsível fluxo urbano", justifica Alexandre. Uma vez atraídas pela inusitada cena, as pessoas são incitadas a parar por alguns minutos, segundos até, e lidar com algo diferente do habitual. "A presença humana é imprescindí

vel para provocar a estranheza que nos liberta da rotina já tão desbotada", defende.



A grande sacada do grupo foi chamar a atenção das pessoas, oprimidas pelo barulho do entorno, valendo-se do silêncio. "Ao invés de gritarmos, ficamos quietos, ao invés de lutarmos por uma revolução externa, buscamos uma revolução interna, a tranquilidade em meio ao caos", relata. "Mostramos que qualquer um poder fazer aquilo", acrescenta.



As reações, contudo, foram as mais diversas. Surpresa, incômodo, apoio. "Alguns pensaram que estávamos ali pela paz, outros, contra o estresse. Teve até quem nos considerou um bando de desocupados. O fato é que a imagem de pessoas comuns meditando não no Tibete, mas em plena Paulista, chocou muita gente", avalia o artista. Apesar do estranhamento, houve até quem se empolgasse a ponto de se juntar à trupe, cruzando as pernas em posição de lótus e se entregando à meditação. Já aqueles que participaram da investida puderam vivenciar, no mínimo, minutos desafiadores. "Imagine que a Paulista represente o turbilhão de pensamentos. Estávamos literalmente no meio desse turbilhão", descreve.



O auge da intervenção sensibilizou todos, participantes e pedestres. "Havia um grupo de crianças de rua que ameaçavam nos roubar, nos insultavam. Mas, depois de alguns minutos sem receber nenhuma reação, passaram a meditar conosco", recorda Alexandre, satisfeito. Não é à toa que o nome do coletivo parodia o do vírus Influenza A (H1N1). No sentido inverso ao da contaminação virótica, querem se infiltrar positivamente no cotidiano das pessoas, "contagiando o mundo com ideias de liberdade, alegria e amor".



OUSADIA PELO MUNDO

Vale tudo quando a motivação é semear o debate. Em Nova York, o artista plástico Adrian Kondratowicz criou uma proposta ecológica e artística. Em seu site, ele disponibiliza sacos de lixo coloridos e biodegradáveis. O objetivo é que essas embalagens evidenciem o volume de detritos produzidos nas grandes cidades. Outro movimento norte-americano vem conquistando terreno ao redor do mundo. Chamada de Yarn Bombing, espécie de grafite de lã, a iniciativa se ocupa da tarefa de revestir propriedades públicas com tricô. Na Bélgica, quem roubou a atenção foi a designer Liesbeth Bussche. Ela produziu esculturas gigantes de joias e as espalhou pelas ruas de Tielrode. Uma maneira contundente de valorizar o espaço que diariamente compartilhamos com nossos concidadãos e nos lembrar da importância de fazermos o mesmo.





reflexão

Revolução do bem

Algo novo surge nas metrópoles em resposta aos problemas que conhecemos tão de perto. Basta percebermos as manifestações urbanas que roubam nossa atenção e nos fazem refletir

- A A +Raphaela de Campos Mello e Vivian Goldmann

Revista Bons Fluidos – 01/06/2010

Viver nas grandes cidades é uma prova de resistência física e emocional. Uma maratona que encaramos diariamente, sentindo no corpo e na alma as marcas do combate: estresse, cansaço, irritação, insensibilidade, intolerância e por aí vai. Porém, como toda ação desencadeia uma reação, alguns inconformados estão, felizmente, tentando neutralizar a hostilidade que corre solta pelas ruas das metrópoles. No mundo todo, pipocam intervenções inspiradas nas artes plásticas e cênicas imbuídas do mesmo espírito: deixar a urbe e as pessoas que nela vivem mais amigáveis, saudáveis e conscientes.



"A cidade não é um espaço estabelecido por vontades políticas impostas de cima para baixo, e sim um espaço em permanente construção, passível de participação e carente de inclusão", afirma Gustavo Godoy, integrante do coletivo Bijari, centro de criação de artes visuais, multimídia e arquitetura, de São Paulo. O grupo, composto por seis membros, não consegue ficar indiferente aos problemas que oprimem a capital paulista, como a desigualdade social, a poluição e o individualismo. Desse incômodo, nascem as propostas da trupe. "Tentamos criar uma reflexão poética, seja em escritos, desenhos, pinturas, vídeos, design ou até mesmo em uma boa conversa com os que passam por perto", esclarece Gustavo. Trocando em miúdos, esses artistas querem despertar o olhar e a mente, automatizados pela rotina, estimulando a população a repensar a realidade, com seus dilemas e possibilidades.



Objetivos semelhantes impulsionam os flash mobs, manifestações previamente combinadas pela internet que chegam a reunir centenas de pessoas em um local público. "As primeiras iniciativas surgiram com a popularização da rede mundial de computadores, tendo como referência os happenings [performances improvisadas], mas com um número maior de participantes", explica Caio Trigoli Komatsu, criador do portal Mobrasilnews.com, que reúne grupos do gênero. "Queremos transmitir a seguinte mensagem: não seja mais um dentro da multidão. Viva!", destaca ele.



Além de levantar bandeiras sociais, comportamentais e ambientais, os flash mobs promovem o encontro de desconhecidos, celebram a união de forças em nome de uma causa comum. Um esforço nobre e necessário em tempos de isolamento e fuga do espaço público, ameaçado pela violência. "O movimento ainda é desconhecido para a grande maioria das pessoas. No entanto, tem conquistado adeptos por mostrar que podemos fazer algo maior e provar que as redes sociais não isolam as pessoas", avalia Caio.



Conheça, a seguir, três ações interessadas em fazer das cidades um lugar mais acolhedor e fraterno:



[img1]A GENTILEZA DÁ AS CARAS

Para nós, brasileiros, o cafezinho simboliza muitas coisas. Confraternização, pausa, conforto emocional, boa conversa. Em São Paulo, Beth Guido, dona de um café situado num prédio comercial, na Vila Madalena, resolveu adicionar a essa lista um novo significado: cortesia anônima. Assim surgiu, há três anos, o café do próximo, uma simpática corrente onde quem consome um cafezinho pode deixar outro pago para o cliente seguinte.



Na verdade, Beth acatou a inspirada sugestão do administrador do condomínio, o psicólogo Marcos Fleury, que, por sua vez, conheceu esse sistema na livraria Argumento, no bairro carioca do Leblon. "Os gestos de dar e receber pertencem ao inconsciente coletivo", defende Marcos. Segundo ele, a iniciativa remonta a uma tradição milenar praticada pelos beduínos do deserto. "Peregrinos de toda a parte encontravam em suas paradas mantimentos deixados pelos prévios viajantes. Uma demonstração de respeito e solidariedade para que pudessem continuar sua jornada", descreve ele. O desfecho da história explica por que ela perdura até hoje, em versões contemporâneas. "Aqueles amparados pelo gesto também se reconheceram como próximos e, por isso, seguiram adiante repetindo o mesmo cuidado", acrescenta.



"Pagar um café para alguém é uma demonstração simbólica de afeto", define Beth. Nas entrelinhas da iniciativa, desponta o exercício de se colocar no lugar do outro. Um dia você paga, no seguinte, se estiver sem trocado ou tiver esquecido a carteira em casa, recebe o mimo. "O próximo poderá ser você mesmo, ninguém sabe", alerta o lembrete fixado na parede do estabelecimento. Por meio dessa gentileza às escuras, os adeptos também se aproximam de seus pares, mesmo que não conheçam seu rosto. "Podemos ajudar alguém sem mesmo precisar saber quem ele é", enfatiza Beth. "Todos nós precisamos uns dos outros", arremata Marcos.



Quem chega se surpreende com a proposta. Já os frequentadores - profissionais e clientes que circulam regularmente pelo edifício - estão familiarizados com a lousa, onde ficam anotados os cafés ofertados gratuitamente. "Certa vez, um senhor, comovido com a ideia, deixou dez bebidas pagas", lembra Beth, com entusiasmo. "Tomara que mil estabelecimentos adotem essa fórmula em São Paulo, de forma que um próximo sempre possa se abastecer com um cafezinho", deseja Marcos. Até agora, bom sinal. De tão gasta, a lousa do local já foi trocada mais de uma vez.



[img2]CULTURA EM BOAS MÃOS

"Livros não são objetos de decoração. Eles devem percorrer seu caminho", declara Felipe Meyer, idealizador do projeto Livro Livre, junto com Pedro Markun. Por isso, não se espante se um dia desses encontrar num banco de praça ou ponto de ônibus um livro que pareça ter sido esquecido por alguém. Na verdade, ele foi deixado ali propositadamente para que você o encontre e o leve para casa, desde que se comprometa a passá-lo adiante após a leitura. Para participar da iniciativa, basta seguir três passos. O primeiro é ler uma boa trama. Encerrado o deleite, é preciso colar dentro do exemplar a etiqueta encontrada no site do projeto. Esse registro contém um código para que a obra possa ser rastreada e para que os leitores possam deixar suas impressões. Por fim, a tarefa é "libertar" a edição, "esquecendo-a", como quem não quer nada, em um local público e bem movimentado, onde possa ser rapidamente encontrada por um novo leitor.



O conceito é inspirado no projeto Bookcrossing, criado em 2001, nos Estados Unidos, e que já conta com mais de 600 mil participantes em cerca de 130 países. No Brasil, onde o hábito da leitura é freado por entraves econômicos e sociais, a iniciativa vem formar novos leitores, além de ampliar a vida útil dos exemplares. Uma corrente literária, mas, acima de tudo, solidária. Afinal, os amantes das letras conhecem o bem que um livro pode fazer por um indivíduo. "Defendemos a ideia de que a internet é uma rede de pessoas com o poder de mobilizar comunidades, causando transformações globais. Em nosso caso, está em jogo a democratização da leitura", enfatiza Felipe.



Desde o início do projeto, em 2008, o Livro Livre já contabilizou a libertação de 4 900 publicações e deve ter atingido em torno de 12 mil pessoas, pois se considera que cada título passe por pelo menos três mãos. "Para nós, é gratificante a surpresa que os contemplados sentem ao ganhar um livro, lembrando que está fazendo parte de uma corrente e que sua única obrigação é passá-lo adiante", comenta o idealizador.



Outra investida paralela é a das Blitz Literárias, ações em que uma equipe de voluntários distribui exemplares à comunidade. Num evento desses, Felipe presenciou uma cena inesquecível. "Entreguei um livro para um rapaz dentro de uma favela em São Paulo. Depois de um tempo, vi que ele estava lendo a história para o filho de poucos meses, que obviamente não estava entendendo nada. A felicidade daquele pai me emocionou."



CONTAMINAÇÃO SILENCIOSA

Se você tivesse de escolher um lugar para meditar, certamente a avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo, seria o último endereço a ser cogitado. Não no caso dos Influenzadores. O coletivo criado em 2009 e comandado pelos paulistas Alexandre Paulain, Sarah Elisa Viana e Júlia Jalbut, artistas ligados às artes cênicas e visuais e à música, fez o caminho inverso: optou justamente pelo canteiro central da movimentada via, em plena hora do rush, para realizar uma meditação em massa. Batizada de Iluminação Urbana, a intervenção contou com 100 participantes vestidos com trajes sociais - tal qual o público que trabalha nos arredores. "Entendemos a performance como um ato de guerrilha, mas sem armas. O que nos interessa é sequestrar por instantes o olhar do transeunte e fazer desmoronar o previsível fluxo urbano", justifica Alexandre. Uma vez atraídas pela inusitada cena, as pessoas são incitadas a parar por alguns minutos, segundos até, e lidar com algo diferente do habitual. "A presença humana é imprescindí

vel para provocar a estranheza que nos liberta da rotina já tão desbotada", defende.



A grande sacada do grupo foi chamar a atenção das pessoas, oprimidas pelo barulho do entorno, valendo-se do silêncio. "Ao invés de gritarmos, ficamos quietos, ao invés de lutarmos por uma revolução externa, buscamos uma revolução interna, a tranquilidade em meio ao caos", relata. "Mostramos que qualquer um poder fazer aquilo", acrescenta.



As reações, contudo, foram as mais diversas. Surpresa, incômodo, apoio. "Alguns pensaram que estávamos ali pela paz, outros, contra o estresse. Teve até quem nos considerou um bando de desocupados. O fato é que a imagem de pessoas comuns meditando não no Tibete, mas em plena Paulista, chocou muita gente", avalia o artista. Apesar do estranhamento, houve até quem se empolgasse a ponto de se juntar à trupe, cruzando as pernas em posição de lótus e se entregando à meditação. Já aqueles que participaram da investida puderam vivenciar, no mínimo, minutos desafiadores. "Imagine que a Paulista represente o turbilhão de pensamentos. Estávamos literalmente no meio desse turbilhão", descreve.



O auge da intervenção sensibilizou todos, participantes e pedestres. "Havia um grupo de crianças de rua que ameaçavam nos roubar, nos insultavam. Mas, depois de alguns minutos sem receber nenhuma reação, passaram a meditar conosco", recorda Alexandre, satisfeito. Não é à toa que o nome do coletivo parodia o do vírus Influenza A (H1N1). No sentido inverso ao da contaminação virótica, querem se infiltrar positivamente no cotidiano das pessoas, "contagiando o mundo com ideias de liberdade, alegria e amor".



OUSADIA PELO MUNDO

Vale tudo quando a motivação é semear o debate. Em Nova York, o artista plástico Adrian Kondratowicz criou uma proposta ecológica e artística. Em seu site, ele disponibiliza sacos de lixo coloridos e biodegradáveis. O objetivo é que essas embalagens evidenciem o volume de detritos produzidos nas grandes cidades. Outro movimento norte-americano vem conquistando terreno ao redor do mundo. Chamada de Yarn Bombing, espécie de grafite de lã, a iniciativa se ocupa da tarefa de revestir propriedades públicas com tricô. Na Bélgica, quem roubou a atenção foi a designer Liesbeth Bussche. Ela produziu esculturas gigantes de joias e as espalhou pelas ruas de Tielrode. Uma maneira contundente de valorizar o espaço que diariamente compartilhamos com nossos concidadãos e nos lembrar da importância de fazermos o mesmo.



Viver nas grandes cidades é uma prova de resistência física e emocional. Uma maratona que encaramos diariamente, sentindo no corpo e na alma as marcas do combate: estresse, cansaço, irritação, insensibilidade, intolerância e por aí vai. Porém, como toda ação desencadeia uma reação, alguns inconformados estão, felizmente, tentando neutralizar a hostilidade que corre solta pelas ruas das metrópoles. No mundo todo, pipocam intervenções inspiradas nas artes plásticas e cênicas imbuídas do mesmo espírito: deixar a urbe e as pessoas que nela vivem mais amigáveis, saudáveis e conscientes.



"A cidade não é um espaço estabelecido por vontades políticas impostas de cima para baixo, e sim um espaço em permanente construção, passível de participação e carente de inclusão", afirma Gustavo Godoy, integrante do coletivo Bijari, centro de criação de artes visuais, multimídia e arquitetura, de São Paulo. O grupo, composto por seis membros, não consegue ficar indiferente aos problemas que oprimem a capital paulista, como a desigualdade social, a poluição e o individualismo. Desse incômodo, nascem as propostas da trupe. "Tentamos criar uma reflexão poética, seja em escritos, desenhos, pinturas, vídeos, design ou até mesmo em uma boa conversa com os que passam por perto", esclarece Gustavo. Trocando em miúdos, esses artistas querem despertar o olhar e a mente, automatizados pela rotina, estimulando a população a repensar a realidade, com seus dilemas e possibilidades.



Objetivos semelhantes impulsionam os flash mobs, manifestações previamente combinadas pela internet que chegam a reunir centenas de pessoas em um local público. "As primeiras iniciativas surgiram com a popularização da rede mundial de computadores, tendo como referência os happenings [performances improvisadas], mas com um número maior de participantes", explica Caio Trigoli Komatsu, criador do portal Mobrasilnews.com, que reúne grupos do gênero. "Queremos transmitir a seguinte mensagem: não seja mais um dentro da multidão. Viva!", destaca ele.



Além de levantar bandeiras sociais, comportamentais e ambientais, os flash mobs promovem o encontro de desconhecidos, celebram a união de forças em nome de uma causa comum. Um esforço nobre e necessário em tempos de isolamento e fuga do espaço público, ameaçado pela violência. "O movimento ainda é desconhecido para a grande maioria das pessoas. No entanto, tem conquistado adeptos por mostrar que podemos fazer algo maior e provar que as redes sociais não isolam as pessoas", avalia Caio.



Conheça, a seguir, três ações interessadas em fazer das cidades um lugar mais acolhedor e fraterno:









A GENTILEZA DÁ AS CARAS

Para nós, brasileiros, o cafezinho simboliza muitas coisas. Confraternização, pausa, conforto emocional, boa conversa. Em São Paulo, Beth Guido, dona de um café situado num prédio comercial, na Vila Madalena, resolveu adicionar a essa lista um novo significado: cortesia anônima. Assim surgiu, há três anos, o café do próximo, uma simpática corrente onde quem consome um cafezinho pode deixar outro pago para o cliente seguinte.



Na verdade, Beth acatou a inspirada sugestão do administrador do condomínio, o psicólogo Marcos Fleury, que, por sua vez, conheceu esse sistema na livraria Argumento, no bairro carioca do Leblon. "Os gestos de dar e receber pertencem ao inconsciente coletivo", defende Marcos. Segundo ele, a iniciativa remonta a uma tradição milenar praticada pelos beduínos do deserto. "Peregrinos de toda a parte encontravam em suas paradas mantimentos deixados pelos prévios viajantes. Uma demonstração de respeito e solidariedade para que pudessem continuar sua jornada", descreve ele. O desfecho da história explica por que ela perdura até hoje, em versões contemporâneas. "Aqueles amparados pelo gesto também se reconheceram como próximos e, por isso, seguiram adiante repetindo o mesmo cuidado", acrescenta.

Dulux Walls - Director's Cut



Blog da lady dell

terça-feira, 1 de junho de 2010

achei interessante/texto sobre Pagu


 A alma que não se vende


*Lúcia Maria Teixeira Furlani









Desde 12 de dezembro de 1962, muitos anos já se passaram de sua partida. Não por acaso, foi em Santos, terra onde adorava viver e teve destacada atuação cultural na década de 50, que ela morreu. Patrícia Galvão, ou simplesmente Pagu, viveu literalmente cercada pelas palavras. Em sua trajetória de vida e obra (1910-1962), das palavras valeu-se como jornalista, crítica de letras, artes, televisão e teatro, poeta-desenhista, romancista, política militante, dissidente política, incentivadora cultural, mulher precursora e revolucionária.



Foram as palavras que estiveram presentes em suas colunas de jornal de 1929 a 1962, para divulgar os grandes renovadores da linguagem. Foi através dela que autores desconhecidos no Brasil e alguns até no restante do mundo ganharam vida e espaço.



Em Santos, incentivou o teatro amador, fez campanha para a construção do Teatro Municipal (instalado hoje no Centro de Cultura que leva seu nome), traduziu e dirigiu teatro de vanguarda, fundou a Associação dos Jornalistas Profissionais e a União do Teatro Amador, que revelou tantos artistas depois consagrados em teatro e televisão.



Participou ativamente de movimentos políticos e culturais importantes que afetaram nosso País e o restante do mundo, a partir do Modernismo e da utopia que o caracterizou.



Na década de 30, Pagu e seu companheiro Oswald de Andrade deram tratamento literário à luta política e ideológica na qual se engajaram. É Pagu, mulher livre e libertária, quem fez Oswald participar de caminhos revolucionários, que teriam expressão no Jornal Homem do Povo, dirigido por ambos e no romance Parque Industrial, escrito por ela.



Artigo originalmente publicado no Jornal A Tribuna, por ocasião do 40º aniversário de falecimento de Pagu



Pagu, que se engajou na militância política, no Partido Comunista, que deu a volta ao mundo, sozinha, como correspondente de diversos jornais. De passagem pela China, obtém as primeiras sementes de soja que foram introduzidas no Brasil. Foi presa vinte e três vezes, por motivos políticos, sendo a primeira mulher presa no Brasil na luta revolucionária: em 1931, em Santos, na greve dos estivadores; em Paris, como militante comunista estrangeira e ao voltar ao Brasil, de 1935 e 1940, sofrendo torturas, além de perseguições dos companheiros do partido. Ao sair da prisão, rompeu com o PCB e casou-se com Geraldo Ferraz. Ao lado dele, participou da revista Vanguarda Socialista, escreveram a quatro mãos o romance A Famosa Revista, integrou a equipe de diversos jornais. Nesta fase, aderiu a dissidência trotskista. Concorreu à Assembléia de São Paulo pelo PSB, mas não se elegeu. Lançou o manifesto Verdade e Liberdade, no qual ataca duramente o Partido Comunista. Passa, depois, a defender um socialismo libertário, pacífico, democrático e espiritualista, quando vemos aparecer em seu texto palavras derivadas da fraternidade cristã.



Antecipou-se ainda mais uma vez e fugiu do maniqueísmo político da época. Denunciou tanto o autoritarismo da direita como o da esquerda.



Em seus 52 anos de vida e buscas, não lhe faltou visão, ou seja, a arte de ver coisas invisíveis.



Para homenagear alguém avesso a homenagens, formalismos e academicismos, podemos dizer hoje a ela que se pode enterrar a liberdade, mas não se pode matá-la. Você, Patrícia, lutou pela liberdade, foi presa e sofreu por ela. Mas vida e morte são temporárias. A liberdade é eterna.



Devido ao seu jeito de agir, vestir e viver, muitos a chamaram de estranha. Mas, quando somos um pouco estranhos, podemos fazer coisas impensáveis e até inadmissíveis por aqueles presos às convenções. Pois viver é a coisa mais rara do mundo. Como disse Oscar Wilde, a maioria das pessoas apenas existe.



Você ultrapassou o métron , para os antigos gregos, a justa medida de cada um. O métron é medida subjetiva que vem dos primórdios do pensamento ocidental. Ultrapassá-lo significa arriscar além da conta.



Foram tantos os riscos, muitos os tropeços. Você pode ter perdido muitas coisas. Mas, às vezes, quando se perde, na verdade, estamos ganhando.



Por tudo isso, Pagu, não podemos dizer que, desde 1962, estamos sem sua presença, pois nos ficou sua alma. Como diria Rubem Braga, no fundo, talvez não seja bom negócio vender a alma. A alma sempre nos faz falta.



A sua torna-se imprescindível hoje, quando a tecnologia cria pontes tão compridas que não se sabe onde vão dar. O saber de muitos diminui, torna-se específico. Não temos ainda instrumentos que resolvam o conflito entre carência e desperdício. Muitos possuem muitas coisas que outros não têm, não terão e isso não os irmana, antes os separa.



Mas nem tudo está perdido. As perguntas essenciais continuam sendo feitas pelas crianças. Cresce o número de jovens e pessoas voluntárias, preocupadas em corrigir desigualdades e distribuir amor. O Brasil é hoje muito mais convicto dos valores democráticos do que há tempos atrás.



Ainda podemos curar qualquer mal na água salgada, seja ela suor, lágrimas ou um mergulho no mar. No mar da escandinava Dinesen, ou no mar santista, de Pagu e de todos nós.



Você talvez nos surpreenda mais uma vez, respondendo que hoje sua melhor homenagem seria a vaia. Vaia que, no dizer de Nelson Rodrigues, é a verdadeira apoteose, pois os admiradores corrompem.



Ou as vaias que salvaram a Semana de Arte Moderna, em 22, e deram-lhe o ar de juvenil travessura responsável por seu eterno encanto. Vaias, segundo a lenda, encomendadas por Oswald de Andrade que, com esse golpe de gênio, fez a Semana durar até nossos dias.



Mas você nos deu sua alma e nós, lhe entregamos hoje, ao invés da vaia apoteótica, o nosso coração.



Não se ganham corações de presente. Corações, só os recebemos, por merecimento.





(*) Lúcia Maria Teixeira Furlani é autora de diversos livros, entre os quais Pagu, doutora em Psicologia da Educação e Diretora Presidente do ISESC, que mantém o Colégio e a Universidade Santa Cecília (Santos-SP).

E-mail: lucia@unisanta.br

segunda-feira, 31 de maio de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

Pagu!!


Sua importância cultural na cidade de Santos foi tão grande que foi fundadora da Associação dos Jornalistas Profissionais de Santos, e a primeira presidente da União de Teatro Amador de Santos. Investindo na cidade, ela trouxe mais de 1200 participantes para o 2º Festival de Teatro Amador e traduziu para o teatro a peça de Ionesco, "A cantora careca". Dirigiu e também traduziu a peça de Arrabal "Fango e Lis" (59) com um grupo amador (essa peça teve estréia mundial em Santos, sendo vista até em Paris), ficando mais de dez anos em cartaz. Incentivou o teatro amador, fez campanha para a construção do Teatro Municipal (instalado hoje no Centro de Cultura que leva seu nome), traduziu e dirigiu teatro de vanguarda; fundou a Associação dos Jornalistas Profissionais e a União do Teatro Amador, que revelou tantos artistas depois consagrados em teatro e televisão. Foi como o palhaço de circo Frajola que Plínio Marcos conheceu Pagu, e foi ela quem incentivou o nascimento do dramaturgo. Dono de uma linguagem crua, a única que conhecia, e de uma densa carga dramática, apresentou a ela o texto de "Barrela". Em uma época em que dizer palavrão em público podia ser considerado um ato ofensivo, era praticamente impossível apresentar uma peça que tratava de estupro e códigos de conduta dentro de uma cela. Tanto que, logo após a primeira exibição, em 1959, "Barrela" foi premiada e censurada em seguida. Para Plínio Marcos, Pagu era um "anjo anárquico que veio ao mundo para nos inquietar". Claudio e Sergio Mamberti também foram fisgados para o teatro por Pagu, que andava pela cidade divulgando obras de anarquistas como Arrabal, Claudio, ainda adolescente. Aliás foi com uma das peças de Arrabal, Cemitério de Automóveis, que o teatro de vanguarda assumiu sua maioridade no Brasil. Cláudio, claro, estava com o elenco que viajou com a peça para Cascais, Portugal, em 1973. Em 1949, com um tiro na cabeça, Pagu tenta o suicídio. Escreve sobre isso em Verdade e Liberdade, panfleto de 1950: “Uma bala ficou para trás, entre gazes e lembranças estraçalhadas”. Em fins de setembro de 1962, viaja para Paris, na intenção de submeter-se a uma intervenção cirúrgica com o professor Dubosc, do Hospital Laennec. A cirurgia não apresenta grandes resultados, o que leva Pagu a tentar novamente o suicídio. Nos últimos anos de vida, apesar de trabalhar incansavelmente pela cultura, começa a beber de forma compulsiva. Suas roupas ficam surradas, escuras e fora de moda. Seus cabelos viviam despenteados, seu olhar era angustiado, cansado, vago..."Nada, nada, nada. Nada mais do que nada. Abrir meu abraço aos amigos de sempre. Poetas compareceram, alguns escritores, gente de teatro, birutas no aeroporto. E nada." Foi seu último texto, datado em 23 de setembro de 62, antes de viajar para Paris. Precisava ser operada, o câncer a perseguia. Sem sucesso, volta para o Brasil. Três meses depois, seu coração para; ele não mora mais aqui, seguiu outra trilha onde possa encontrar seres que a entendam e a ajudem encontrar o sentido da LIBERDADE. E para quem a admirar, a mensagem que resume seu destino: "O escritor da aventura não teme a aprovação ou a renovação dos leitores. É-lhe indiferente que haja ou não, da parte dos críticos, uma compreensão suficiente. O que lhe importa é abrir novos caminhos à arte, é enriquecer a literatura com gérmens que venham a fecundar a literatura dos próximos cem anos".


Ébom saber!!!

 Hoje eu tenho de ser firme.




Recebo muitos e-mails de pessoas reclamando da sua vida profissional.



Dizem que não conseguem ser promovidas ou valorizadas nas empresas em que trabalham. Alguns põem a culpa na empresa; outros, no chefe.



Mas eu quero ser muito franco com vocês: essas queixas, na maioria das vezes, são apenas desculpas, que podem dar conforto mas encobrem a verdade.



As verdadeiras perguntas a serem respondidas são:



O que você tem feito para criar lucro para a empresa?



O que você tem feito para ser um profissional mais atuante?



Não existe mágica: recebemos da vida o que damos para o mundo.



Essa mudança de atitude é um dos pilares para o sucesso profissional. Significa substituir uma atitude de perdedor por uma atitude de campeão.



Para você ter novas idéias para ser um profissional campeão eu gravei uma palestra no DVD Turbine sua Carreira

sábado, 29 de maio de 2010

DO you remember?

http://www.youtube.com/watch?v=i0MXu6XjVgs

sexta-feira, 28 de maio de 2010

she is by dell/lady dell - bydell's Fotolog Page - Fotolog

she is by dell/lady dell - bydell's Fotolog Page - Fotolog

log da lady dell

coicidencias...

:


Eu sou!!!!



ઇઉSou apenas uma mulher que sonha...

Que pensa que tudo e simples...

Que as coisas podem ser assim...

Resolvidas..mas que as vezes atropelo...

Pula etapas...volto atraz...

Faço uma confusão danada...

Só pra poder ser feliz...

E felicidade talvez nao seja assim..

Talvez seja algo mais complexo...

A respeito do que dizem...

Aos entendidos...

Aqui estudo comportamentos..

E cheguei a uma conclusão...

O amor e capaz...

De coisas lindas...historias maravilhosas

de finais felizes...tristes...

Mas sempre será assim...

A formula de...

Um ser mostrar até onde se

pode ir...

Cuidado...haverá momentos...

De descompasso...mas sempre você ira viver momentos que jamais deixarão de existir na sua mente...

Afinal os pensamentos...acho que foi a... Maior...descoberta..porque pensar e somente seu...

Sou assim uma mulher...

Que ama ..e sempre amara...

Muito prazer...

Uma mulher que sonha!!!

que pode talvez errar..

que talvez pense estar certa...

que sonha com um mundo..

cor de rosa...e que nem sempre ..pode ser..

uma pessoa que faz de tudo pra proteger..

que pensa que protegendo...pode tudo...

mas nao ..a vida ensina..e ai é que duro..ver a realidade!!!

mas eu continuarei sonhando...afinal...

acho q tudo isso aqui e um sonho real...e que um dia iremos acordar!!!sou humana...portanto tenho que descobrir a vida com meus proprios erros e acertos.... Lady dell ઇઉ

Pagu!!!


MULHER-MENINA - Nele, observa-se uma mulher-menina, na exuberância de sua juventude e vitalidade. Ela apresenta paisagens e cenários de São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Itanhaém, Bahia, Espírito Santo, além de outros não identificados. A coleção inclui ainda uma representação despojada de Jesus, Maria e José.




“Dentro desta mulher, longe de condicionamentos e repressões estéticas, literárias, sexuais, sociais e culturais, topamos com a leveza dos traços, quase infantis, característicos de uma Arte Moderna, que retratam a sensibilidade de sua alma”, destaca Lúcia. “A paródia, encontraríamos depois em seu Álbum de Pagu, também de 1929. Essas duas produções têm como autora uma mulher-menina, integrada na natureza, que solta papagaios, volta para casa sem batom e tem fome de futuro”, exulta Lúcia.



Ambas produções pertencem ao mesmo período, no qual Patrícia Galvão emerge no Modernismo brasileiro, mais precisamente na Antropofagia, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. O “Álbum de Pagu – Vida, Paixão e Morte”, a autora dedicou a Tarsila, em poder de quem ele permaneceu por muitos anos, até que fosse descoberto. O Álbum reúne “poemas ilustrados” em seqüência, com 28 páginas numeradas (cada desenho ocupa uma página), das quais 15 são apresentadas nesta exposição.



O trabalho de Pagu exibe uma linguagem atrevida para o seu tempo e até hoje é pleno de provocação. Carregado de malícia e sensualidade, integra poesia, prosa e legenda, com todo universo visual moderno dos quadrinhos, dos anúncios, das charges e do cinema.



Lúcia enfatiza que, além do Álbum, “acrescentamos outro testemunho das atividades de Pagu como desenhista e de forte admiração que nutria por Tarsila: um bico-de-pena no qual retrata esta pintora, e que ilustrou a entrevista concedida por Pagu à Revista Para todos (03/08/1929). Partindo do auto-retrato de Tarsila, Pagu a desenha em forma de quase caricatura, cheia de graça, destacando cabelos – pestanas – boca – brincos”.



Já o Caderno reúne 22 desenhos, a maioria dos quais possui legendas do próprio punho de Pagu; na capa, com papel timbrado da Antiga Casa Cavalier – Desenho e Pintura- , já amarelado pelo tempo, o título manuscrito por ela, tendo a indicação da data: agosto de 1929.

A forte amizade com o casal Tarsiwaldo havia se iniciado em maio de 1929. Quando Pagu viaja para a Bahia (ocasião retratada em um desses croquis), Oswald não resiste à saudade e vai ao seu encontro. Ao voltar da viagem, separa-se definitivamente de Tarsila.



Esses desenhos surgem ao lado de acontecimentos promissores da existência de Patrícia, na gestação de muitos projetos: o início da vida com Oswald, de sua produção artística, literária, jornalística, de sua militância política e o nascimento de seu filho com Oswald, Rudá.



FOTOS - A exposição tem ainda algumas fotos de Patrícia, que, conforme explicação de Lúcia, não têm o intuito de representar todos os momentos de sua vida, “até porque estamos nos referindo à parte de sua produção de desenhos de estréia. Todas, porém, retratam uma vida com disposição de navegar contra a corrente, munida de condições raras: espírito de aventura, coragem, perseverança e paixão, muita paixão”.



Duas dessas fotos Patrícia fez questão de legendar, brindando-nos com seu espírito que desafia as convenções. Em foto em que aparece de casaco de pele, de 1929, faz referência à sua mãe: “Dª Adélia queria eu vestida”. Na outra, em que posa ao lado de Oswald e o filho Rudá, de 1931, parodia canção religiosa: “No céu, no céu, com minha mãe estarei”.



Segundo Lúcia, a revelação desse Caderno, 75 anos depois de ter sido elaborado, pode recuperar uma promessa quase perdida, que ficou cuidadosamente embalada, acalentada no passado e que não podemos deixar se perder, novamente esquecida. Transforma o passado, porque este assume uma forma nova, que poderia ter desaparecido no esquecimento, e pode transformar também o presente, se este se revelar a realização possível daquilo que foi sonhado.



Com ele, mais uma das muitas facetas de Pagu vem à tona. Perseguida, na clandestinidade, durante sua vida assinou seus trabalhos sob os mais diferentes nomes. Embora no final da existência detestasse ser chamada de Pagu, nome que parecia querer esquecer, é assim que ela é, até hoje, mais conhecida e admirada.





Mergulhando no mundo de Pagu!!


Biografia




Pagu (1910 – 1962)



Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu, nasceu em São João da Boa Vista em 9 de junho de 1910. Poetisa, romancista, crítica, cronista, ilustradora e autora teatral, Pagu foi uma revolucionária. Aos 19 anos, recém saída da Escola Normal da Capital, em São Paulo, juntou-se ao movimento antropofágico – gestado pelo casal modernista Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Raul Bopp, dentre outros. Estreou na Revista de Antropofagia em sua fase mais radical, a chamada “segunda dentição”, juntamente com Oswald, com quem foi casada de 1930 a 1934. Aos 20 anos, viajou a Buenos Aires, onde encontrou o líder comunista Luís Carlos Prestes e conheceu o escritor Jorge Luís Borges.

Militante do Partido Comunista, Pagu foi a primeira mulher presa por questões políticas no Brasil por sua participação em greve dos estivadores de Santos, em 1931. Permaneceu presa algumas semanas na Cadeia de Santos, edifício que atualmente sedia a Oficina Cultural Regional Pagu – da qual é patronesse.

Correspondente de vários jornais, Pagu visitou os Estados Unidos, o Japão e a China. Entrevistou Sigmund Freud e assistiu à coroação de Pu-Yi, o último imperador chinês. Por intermédio dele, conseguiu sementes de soja que foram enviadas ao Brasil e introduzidas na economia agrícola nacional. Casada com o crítico de arte Geraldo Ferraz, radicou-se em Santos e foi crítica literária, teatral e de televisão do jornal “A Tribuna”. Liderou a construção do Teatro Municipal, fundou a Associação dos Jornalistas Profissionais e criou a União do Teatro Amador de Santos, por onde passariam os novatos Aracy Balabanian, José Celso Martinez Correa, Sérgio Mamberti e Plínio Marcos. Pagu foi também a primeira tradutora de Arrabal para o português, introduzindo o teatro do absurdo no cenário brasileiro. Lutou desde 1949 contra um câncer, e encerrou sua brilhante trajetória no ano de 1962.







domingo, 23 de maio de 2010

James Morrison - You Give Me Something



log da lady dell

quarta-feira, 19 de maio de 2010

 mimos& versinhos de mamae!!!


Continuando a bela historia em versos!!



Eis que surge a mais bela flor!!

um botaozinho,encantado!!!

Beatriz,filhinha da amanda!!

tudo esta bem do seu lado!!





Outro cravo?

ficamos assutados...rs

Bruno,vem sem avisar...

outro cravo , e tao lindinho!!

vem o buque encantar!!





Joia rara!!da mitoligia grega!!

Isis!!...vem pra encantar!!

uma amiguinha da bia!!

pra juntas poder brincar!!





Victor!!!que saudades!!

meu bisneto querido!!!

daqui fico vendo tudo!!

sera um vencedor no mundo!!





Isabella!!a mais bela!!

a todos vem ensinar..

.que nesse mundo,só o que vale..

é o amor que a todos podemos dar!!





Julia!!!que bela homenagem!!!

Fabiana pode fazer...

Dona julia aqui encantada!!!

so tem muito a agradecer!!!


A vida é tao linda!!
E sempre devemos amar!!
Clarinha,surge agora..
Pra todos nos encantar11





Americo e Renatinho!!

quanto amor transborda em mim...

sinto que sempre sou amada!!

por vcs ,e por todos enfim!!!





Daqui eu vejo tudo!!!

todos continuama a caminhar!!

A cada passo que dao...

E meu coraçao a palpitar!!!



Recebi ontem uma mensagem que mamae,esta tao bem...ao lado de tds que a amam..

fui dormir muito feliz e assim que acordei,senti uma vontade imensa de escrever...os versinhos...

que faltavam..pra completar essa grande alegria que tds nós temos!!

nossa bela familia!!que tao bem foi formada por minha mae e meu pai!!

chorei muito..mas de emoçao e alegria!!





mirinha!!



mimos& versinhos de mamae!!!

Continuando  a bela historia em versos!!

Eis que surge a mais bela flor!!
um botaozinho,encantado!!!
Beatriz,filhinha da amanda!!
tudo esta bem do seu lado!!


Outro  cravo?
ficamos assutados...rs
Bruno,vem sem avisar...
outro cravo , e tao lindinho!!
vem o buque encantar!!


Joia rara!!da mitoligia grega!!
Isis!!...vem pra encantar!!
uma amiguinha  da bia!!
pra juntas poder brincar!!


Victor!!!que saudades!!
meu bisneto querido!!!
daqui fico vendo tudo!!
sera um vencedor  no mundo!!


Isabella!!a mais bela!!
a todos vem ensinar..
.que nesse mundo,só o que vale..
é o amor que a todos podemos dar!!


Julia!!!que bela homenagem!!!
Fabiana pode fazer...
Dona julia aqui encantada!!!
so tem muito a agradecer!!!


Americo e Renatinho!!
quanto amor transborda em mim...
sinto que sempre sou amada!!
por vcs ,e por todos enfim!!!


Daqui eu vejo tudo!!!
todos continuama a caminhar!!
A cada passo que dao...
E meu coraçao a palpitar!!!

Recebi ontem uma mensagem que mamae,esta  tao bem...ao lado de  tds que a amam..
fui dormir  muito feliz e assim que acordei,senti uma  vontade  imensa de  escrever...os  versinhos...
que faltavam..pra completar essa grande alegria que tds  nós temos!!
nossa  bela familia!!que tao bem foi formada  por  minha mae  e meu pai!!
chorei muito..mas  de emoçao e alegria!!


mirinha!!














Pesquisar neste blogue

Powered By Blogger

A minha Lista de blogues

AddThis

Bookmark and Share

Atalho do Facebook

she is a lady...

she is a lady...
sonhar!!sempre!!

viver !!e ser feliz!!!